Chegamos a casa num instante. O David insistiu em acompanhar-nos até à entrada por isso quando chegamos à porta de casa a Inês e o Nando despediram-se dele e entraram em casa, deixando-me com o David.
- Obrigada pela noite, David.
- Não sei porque agradeces. Foi só uma noite com um amigo mais ou menos.
- Estás a aprender.
- É da convivência. Vemo-nos amanhã na praia?
- Claro.
Ele aproximou-se de mim e deu-me um beijo na bochecha.
- Até amanhã - disse ele.
- Até amanhã - ele virou-se e começou a ir embora - David? - chamei-o.
Ele parou e virou-se para mim.. Eu caminhei até ele, agarrei-o pelo pescoço e beijei os lábios que tanto ansiava beijar. Ele agarrou-me pela cintura e elevou-me no ar.
Beijamo-nos durante algum tempo. Ele pousou-me no chão e dei-le um leve beijo nos lábios e comecei a caminhar para casa.
- Amanhã na praia às 8:00h?
- Lá estarei.
Entrei em casa e tranquei a porta.
Devia estar com o sorriso mais parvo do mundo nos lábios. Fui deitar-me e, antes de adormecer, meti o despertador a tocar.
No dia seguinte - 05/08/2011
7:15h
Acordei com o barulho de despertador. Levantei-me, tomei duche e vesti-me.
Fui até à cozinha e tomei o pequeno-almoço. Despachei-me a comer e escrevi um bilhete para a Inês e para o Nando:
" Meus amores, fui mais cedo para a praia. Desculpem não ter esperado por vocês, mas combinei encontrar-me com o David. Quando quiserem vão lá ter comigo para vos contar tudo o que vos falta contar.
Amo-vos meus pombinhos.
Marta <3"
Peguei no meu cesto e sai de casa sem fazer barulho. Caminhei até à praia sempre a pensar no que ia fazer, ou dizer quando visse o David. Cheguei num instante à praia e, antes de descer para o areal, tentei ver onde é que andava o David.
Não o vi e, quando comecei a caminhar p, puxam-me pelo braço. Dei meia volta e fui contra o corpo do... David.
- Vieste a correr a maratona? - ele estava suado e com a respiração acelerada.
- Além de estar atrasado para o trabalho... estava atrasado para me encontrar com a minha miúda.
- Ai sim?
- E ainda por cima, ela é pontual.
- Já estava despachada... vim andando.
- E fizeste bem... - ele aproximou-se maus de mim, agarrou-me pelo pescoço e beijou-me. Eu a pensar em mil e uma formas de como seria a nossa reação um com o outro... acabou por ser melhor do que o que estava à espera. Interrompemos o beijo e começamos a caminhar lado a lado para o areal.
- Vou buscar o material do ISN. Já venho - eu pousei as minhas coisas na areia e ele foi até à barraquinha para trazer o material de salvamento. Eu tirei o meu vestido, coloquei-o no saco, descalcei-me e fui até ao mar. Dei um mergulho, nadei um bocadinho e voltei para o sitio onde estava o David. Ele estava de costas e eu encostei-me a ele.
- Eish... - e fugiu - tem lá calminha que eu não sou como certas pessoas com o mar logo de manhã.
- Então já sei o que fazer quando não quiser que me agarres.
- Aí é que te enganas - ele veio até mim e agarrou-me - posso não me dar bem com a água gelada da manhã, mas dou-me bem contigo - e beijamo-nos.
- Posso estender a minha toalha? - perguntei-lhe entre beijos.
- Poder podes... mas só mais um beijinho - ele deu-me mais um beijinhos e largou-me.
Eu fui até ao meu saco, retirei de lá a minha toalha e estendi-a, sentando-me nela em seguida.
O David continuava em pé e olhava o mar com uma cara séria.
- David? - chamei-o e ele olhou para mim - que se passa?
- Nada de mais - e cruzou os braços.
- Vem cá - ele sentou-se na areia a meu lado - podes confiar em mim, como eu confiei em ti.
- Eu sei... mas não te quero chatear com os meus problemas.
- Não chateias.
- A minha bebé está no hospital.
- Quem? Bebé?!
- É a minha irmã mais nova.
- Ah! Pensava que tinhas uma filha.
- Não... a minha madrasta foi mãe há dois meses e a menina está no hospital.
- Então?
- Está com problemas nas vias respiratórias.
- Mas é muito grave?
- Não. Os médicos já a têm controlada... mas custa. Ela é tão pequenina.
- Vais ver que ela vai ficar boa num instante - e dei-lhe um beijinho no ombro, enrolando os meus braços na sua cintura.
- Eu hoje à tarde tenho folga e vou lá vê-la. Queres vir comigo?
- Claro... quer dizer, se não incomodar.
- Não incomodas nada. Eu convidei, não foi?
- Sim.
- Obrigado.
- Não sei de que - e dei-lhe um beijo.
Quando dei por nós já ele estava em cima de mim e continuávamos numa de troca de beijos e festinhas.

magnifico...
ResponderEliminarquero mais... tou super curiosa para ver os proximos...
continua...