sexta-feira, 30 de março de 2012

5º Capitulo: Tentar abrir o coração.


O David estava à minha frente e eu simplesmente o puxei para mim e beijei-o, sem mais nem menos. Não me pareceu que ele não quisesse, muito pelo contrário.
Quando eu terminei o beijo ficámos os dois a olhar um para o outro.
- Eu tenho de voltar para terra antes que a policia marítima venha aí.
Eu sorri-lhe e ele saiu de água. Eu continuei por lá... nadei bastante pois não sabia o que fazer quando saísse de água.
Quando sai, fui até à toalha e a Inês e o Nando estavam a falar sobre qualquer coisa que ia haver hoje à noite.
Eu não tomei muita atenção a isso, simplesmente me queria deitar e não queria falar com o David... não que não quisesse fazer o que fiz, mas não sabia o que lhe dizer.
- Estiveste muito bem dentro de água, menina Marta - disse a Inês ao meu ouvido.
Eu olhei-a e ela piscou-me o olho.
- Viste?
- Acho que meia praia viu... pronto as pessoas que cá estão, já que não está muito cheia.
- Ai... que vergonha.
- Vergonha, Marta? Quantas raparigas queriam fazer o que tu fizeste!?
- Sei lá... e agora? Eu não vou conseguir falar com ele...
- Vais sim... tu consegues, eu sei que sim.
- E se não conseguir?
- Ele consegue.
- E o que é que eu faço?
- Vens connosco à festa hoje à noite.
- Que festa?
- Aqui na praia... logo à noite.
- Ele deve cá estar...
- E? Sempre podem falar e já que gostam tanto do mar, podem dar um passo em frente.
- Que passo Inês?! Eu não vou dar passo nenhum...
- Não é desta que arranjas um namorado?
- Penso que não.
- Sempre é melhor pensar que não e depois arranjares.
- És tão casamenteira, tu!
- Eu sei que sim... o amor faz destas coisas - ela olhou para o Nando que mais parecia estar a dormir.
- Uiii.
- Mas como é? Vens à festa connosco, certo?
- Sim... não é que me apeteça fazer de velinha, mas pode ser que me faça bem...
- Vai fazer milagres.
- A ver vamos.
Ficamos na praia até à hora de almoço e depois levei-os a almoçar numa esplanada bastante agradável e andámos a passear a tarde toda.
Voltamos a casa eram 18:55h. Enquanto eles foram tomar duche e prepararem-se para a festa eu comecei a preparar o jantar. Quando eu fui tomar duche e vestir-me eles ficaram a olhar pelo jantar e a meter a mesa.
Jantámos tranquilamente e depois de arrumarmos a cozinha fomos os três para a praia.
Quando lá chegámos já lá estava bastante gente. Havia um DJ, uma fogueira e o café da praia estava aberto. O ambiente era de diversão e esperava-nos uma noite de dança.
Fomos para o areal e encontramos os meus amigos. Apresentei-os à Inês e ao Nando e começámos a dançar.
A música estava contagiante, super animada e toda a praia dançava.
- Agora para aqueles mais românticos, uma músiquinha ligeira - anunciava o DJ.
Começaram a formar-se casalinhos para dançar e eu fiquei de parte... não tinha par para dançar... não existia a outra parte de mim para dançar, não havia casalinho.
- A menina dá-me a honra desta dança - disseram-me ao ouvido e a voz não podia ser mais familiar... era o David.
Eu virei-me para ele e assenti-lhe com a cabeça. Ele colocou as suas mãos na minha cintura e eu enrolei os meus braços no seu pescoço.
Deixamo-nos levar pela música, acabando mesmo por nos beijar novamente. A segunda vez no mesmo dia.
Quando a música acabou senti uma vontade enorme de fugir, mas o David agarrou-me na mão e começou a caminhar.
Eu fui com ele e só paramos quando chegámos às rochas.
Tínhamos o mar mesmo ao pé de nós e vista privilegiada para a festa.
- Espero que não fujas mais, Marta.
- Desculpa David... é muito complicado...
- Porque?
- Porque eu o torno muito mais complicado do que é...
- Tu?
- Sim... eu devia me deixar levar pelos momentos e começar relações, mas quando alguém tenta eu fujo sempre.
- E vais começar a fugir menos ou não?
- Eu estou disposta a tentar... mas eu não sei - eu sentei-me e ele fez o mesmo.
Ficamos os dois a olhar um para o outro e eu coloquei a minha cabeça no seu ombro.
- Eu só queria ter a certeza que não perdia alguém de quem eu goste mesmo.
- E porque achas que isso pode acontecer?
- Por causa do que aconteceu aos meus pais... desde essa altura que eu sou assim.
- É compreensivel... mas tu tens de tentar, nem que seja só um amor de Verão.
Eu olhei-o e os olhos dele brilhavam tanto como o reflexo da lua no mar.
- Eu adorava tentar... - aproximei-me mais dele e beijei-o.
Ao inicio foi um beijo calmo, mas acabou por se tornar um beijo escaldante, carregado de desejo.
Fiquei sentada no meio das pernas dele, virada para o mar, com ele a beijar-me o pescoço.
- David... eu queria pedir-te uma coisa.
- Diz.
- Perdoa-me por qualquer coisa que eu tenha feito.
- Não fizeste nada de mais...
- Tenta compreender atitudes minhas mais complicadas, sim? Eu vou tentar não ser tão fechada... mas é complicado.
- Eu vou perceber tudo... não te preocupes.
Ficamos algum tempo ali os dois num completo silêncio, mas que serviu para nos aproximarmos mais.
Acabamos por voltar para a praia mas como não poderia deixar de ser, e como qualquer pessoa que se preste a mostrar todo o seu plástico ao mundo, tinha de estar presente nesta festa.
Ainda nem tínhamos chegado onde a multidão estava, já a Beatriz se estava a aproximar de nós toda senhora do seu nariz. 

segunda-feira, 26 de março de 2012

4º Capitulo: Suporte no Algarve.

Ele simplesmente me agarrou pela cintura, virou-me para ele e beijou-me. 
Surpresa?! Claro! Não é todos os dias que tal me acontecia... Assustada?! BASTANTE! Não é que eu não fosse crescida o suficiente para ter uma curte de Verão, mas estas coisas que mexem com o coração assustam-me para caramba.
Eu coloquei as minhas mãos no seu peito e afastei-o com cuidado.
- Desculpa... eu não devia ter feito isto - disse ele.
- Tu devias... o problema é meu... não sei como é que é possivel que eu seja assim, mas a cultpa não é tua. 
- É sim... eu não devia ter feito isto. 
- Se à algo que eu aprendi nestes últimos tempo é que não devemos arrependermo-nos do que fazemos.
- Mas não ficas chateada? Eu não quero nada que deixes de falar comigo. 
- Fica descansado - e dei-lhe um beijo na bochecha, fui até à roupa e vesti-me - eu tenho de ir... está a ficar tarde.
- Importavas que eu te acompanhasse? 
- Claro que não. 
Ele vestiu-se e começámos a sair da praia. 
Durante todo o caminho fomos falando de peripécias que aconteceram na praia desde junho.
Chegamos à porta de minha casa e despedimo-nos. Ele foi embora e eu fui dormir. 

04 / 08 / 2011

Acordei com o barulho da campainha. 
Levantei-me e fui até à porta, abri-a e a rapariga mais linda do mundo salta-me para cima:
- Ines!! - minha grande amiga, Inês Gomes, acaba de chegar ao Algarve com o seu Fernando Barros. 
- Minha boneca, prepara-te que nós viemos para abanar o Algarve - dizia ela.
- Estou a ver que sim - ela largou-me e deu-me dois beijinhos - entrem.
Ela entrou e de seguida o Fernando, a quem dei dois beijinhos. 
- Bela casa D. Marta - disse a Inês. 
- É pena que só agora é que a esteja a utilizar. 
- Vais ver que a partir de agora é sempre que possas - ela abraçou-me. 
- Meninas, vamos passar esta parte que lamechices logo de manhã e muito mau. Vamos despacharmo-nos e vamos para a praia? - o Fernando, Nando para os que estão mais próximos dele, era sem duvida o rapaz ideal para a minha menina. Eles fazem o casal mais querido e especial do mundo. 
- Vamos sim. Vou levar-vos ao vosso quarto para deixarem lá as coisas - fomos até ao quarto de hospedes e eles ficaram por lá a prepararem-se para irmos para a praia enquanto eu fui despachar-me também. 
Tomei um duche super rápido e vesti-me. 
Fui ter com eles e estavamos todos prontos.

Roupa utilizada por Inês
Roupa utilizada por Fernando














Roupa utilizada por Marta

Fomos até à praia sempre na conversa os três. 
Eles vinham passar as férias comigo. Era muito importante que eu tivesse a Inês e o Nando ao pé de mim, uma vez que são eles que andam a aturar-me durante este tempo todo. Eles são o meu suporte. 
Chegámos à praia num instante e quando metemos os pés no areal avistei logo o David. 
- Falem comigo, se faz favor - disse eu.
- Que se passa? - perguntou o Nando. 
- Nada de especial, só não sei o que fazer. Mas falem. 
Eles fizeram o que lhes pedi e começaram a falar coisas completamente desligadas umas das outras. 
Pousamos as nossas coisas no areal e estendemos as toalhas. 
- Vais explicar-nos o que se passa? - perguntou a Inês. 
- O nadador- salvador... - ela e o Nando olharam para ele despercebidamente - nós ontem ficamos um tanto ou quanto proximos.
- Como assim? 
- Ele beijou-me. 
- E tu? 
Fiz um compasso de espera e o Nando falou antes de mim
- Não me digas que voltaste a dar para trás, Marta.
- Eu fiquei sem saber o que fazer...
- Mas tu tens de começar a abrir-te, miuda - disse a Inês. 
- Eu sei, mas eu não consigo...
- E vais deixar de falar ao rapaz? - perguntou o Nando. 
- Eu não queria, mas neste momento não sei o que fazer... 
- Então pensa rápido - afirmou a Inês deitando-se na toalha ao lado do Nando. 
- Marta? - ouvi a voz do David nas minhas coistas. 
Olhei para ele e sorri. 
- Olá David... - eu levantei-me e dei-lhe dois beijinhos. 
- Está tudo bem? 
- Sim. Está. E tu como estás? 
- Está tudo tranquilo. 
Ficamos os dois a olhar um para o outro...
- Falamos depois. Vou voltar para o meu posto. 
- Ok...
Ele foi-se embora e eu voltei a sentar-me na toalha. 
- Isto foi estranho - comentou a Inês.
- Bastante... eu vou à agua... vocês querem vir? 
- Não, nós ficamos por aqui - respondeu o Nando. 
- Ok. Até já.
Levantei-me e fui até ao mar. Nadei durante algum tempo mas acabei por sair da água. 
Olhei para o lugar da minha toalha e vi a Inês e o Nando tão enamorados que me sentei à beira mar, mesmo junto à agua tanto que quando vinha uma onda maior chegava perto de mim. 
- Podemos falar agora? - perguntou o David, sentando-se a meu lado.
- Desculpa... 
- Do que? 
- De estar a ser parva... eu só não sei o que fazer, ou o que dizer. 
- Mas é por causa de ontem? 
- Também...
- Eu sabia que não devia ter feito o que fiz, mas foi mais forte que eu.
- Não faz mal David. Eu é que estou com um bloqueio emocional e não consigo abrir o meu coração a ninguém. 
Eu olhei para ele e ficámos com o olhar fixo durante alguns segundos até que uma onda nos molhou todos. Desatams os dois a rir e levantamo-nos. Resultado: estava cheia de areia. 
Comecei a caminhar para dentro de água e mergulhei.
Quando voltei à superficie a vontade foi minha e o que sentia foi mais forte que eu e entreguei-me. 

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NOTA: Ver separadores "Casa de férias da Marta" e "Personagens"

sexta-feira, 23 de março de 2012

3º Capitulo: Ao luar, ao pé de ti.

Tive receio de ver quem era mas olhei... era o David. Respirei de alivio e ele sentou-se a meu lado.
- Desculpa se te assustei.
- Por um tempinho... - limpei algumas lágrimas teimosas que teimavam em cair-me pela face.
- E é um crime estares triste.
- Este sitio traz-me saudades...
- Queres falar?
- Não... não te quero aborrecer.
- Ver-te assim também não ajuda... podes falar comigo - ele chegou-se para perto de mim e eu coloquei a minha cabeça no seu ombro.
- Os meus pais morreram à 3 anos - desabafei.
- Sinto muito...
- Nós eramos super ligados e só agora é que consegui voltar cá - comecei a chorar outra vez e o David colocou os seus braços à minha volta e puxou-me ainda mais para junto dele.
- Eu sinto muito, Marta.
- Eu tento conformar-me e até parece que superei a morte deles mas depois nestas alturas vou abaixo.
- Deve ser dificil...
- Mas eu não te quero chatear com isto... - eu afastei-me um bocadinho dele e limpei as minha lágrimas.
- Se estivesses a chatear eu deixava-te a chorar sozinha e ia-me divertir.
- Obrigada.
- Não sei do que... não estou a fazer nada de mais.
Não resisti e abracei-o. Ele agarrou em mim e colocou-me sobre as suas pernas. Eu encostei a minha face ao peito forte e sólido dele.
Ficámos algum tempo assim.... ele mexia-me no cabelo e eu tentava nao chorar.
- Quem nos estiver a ver vai começar a fazer filmes - afirmei.
- Deixa-os fazer... nós sabemos a realidade.
- Tens razão.
- Estás melhor?
- Bastante.
- Ainda bem.
- Tenho uma proposta - afastei-me do peito dele e olhei-o nos olhos - está uma noite tão amena e temos o mar aqui ao pé de nós... vamos à água? - ele riu-se.
- Eu nem tenho calçoes de banho.
- Deves ter boxer's não?!
- Bora!
Levantámo-nos, despimo-nos e deixamos as nossas roupas umas em cima das outras. Corremos até ao mar de mão dada e mergulhámos. Quando voltámos à superfície da água desmanchamo-nos os dois a rir.
- Se me afogasse agora tinha a certeza de que me salvavam - disse eu.
- Olha que não sei não... eu podia virar costas e deixar-te aí.
- Tens piada tu - cheguei perto dele e tentei afogá-lo e depois ele a afogar-me a mim - não me digas que me vais afogar só para depois dizeres que me salvas-te? - rimo-nos os dois e ele agarrou-me pela cintura. Sentir o peito descoberto dele nas minhas costas fez lembrar-me que ele tinha o corpo bastante musculado - tinha saudades disto...
- Da parte de te afogares, de te meteres dentro de água que nem uma maluca ou confiares num rapaz que mal conheces?
- Sinceramente - virei-me de frente para ele e agarrei-o pelo pescoço - tinha saudades de me sentir tão bem... há muito tempo que não me sentia como me estou a sentir.
- Devo ficar contente por estar ao pé de ti e ajudar-te um bocadinho?
- Deves - as nossas caras começaram a aproximar-se, estando cada vez mais próximas uma da outra...
- Olá! - largámo-nos no instante em que ouvimos uma voz feminina vinda do areal. Olhámos os dois para lá... era a Beatriz.
- Só mesmo esta... - desabafou o David.
- Que é que se passa Beatriz? - gritei-lhe dentro de água.
 - Venham cá fora por favor... preciso de ajuda.
- Oh mãe...
Começamos os dois a nadar até que conseguimos colocar os pés na areia. Saimos da água e aquela sanguessuga fez questão de olhar de cima a baixo o David.
- De que é que precisa? - perguntou ele colocando as mãos nas ancas,
- Ah! Deixem estar... já consegui. Tinha o cabelo preso no botão da camisa.
- Continuas a mesma não é Beatriz?
- Parece que tu é que mudas-te bastante, menina Marta.
- Felizmente o meu cérebro funciona.
- Que bom para ti... vemo-nos por aí David - ela chegou pero dele e deu-lhe um beijo na bochecha.
Ela deu meia volta e foi embora.
- Continua a mesma Beatriz de sempre - comentei.
- Só sei que o simples facto de ela existir irrita... ela não desgruda.
- E tu não lhe dás trela... olha se o fizesses.
- Estou a ver... - eu comecei a ir até às nossas coisas mas fui surpreendida e assustada com a atitude do David.

quinta-feira, 22 de março de 2012

2º Capitulo: Dificuldades com a sorte

- Marta? Marta?! - ouvia chamarem-me, doía-me a cabeça e abri os olhos - finalmente, estava a ver que tinha de lhe mandar um balde de água em cima - era o nadador-salvador. Ele ajudou-me a sentar.
- Que é que aconteceu? - perguntei.
- Não se lembra?
- Eu lembro-me que estava a vir do café e alguém gritou cuidado.
- Levou com uma bola na cabeça e desmaiou.
- Por favor, trata-me por tu senão parece que tenho 40 anos.
- Ok - ele começou a rir-se e eu também, mas depressa parei com as dores de cabeça que tinha.
- Au! - queixei-me.
- Dói-te a cabeça?
- Um bocado.
- Eu vou buscar gelo.
- Obrigada.
Ele levantou-se e ainda me deixou mais tonta... ele é mesmo lindo.
Passado um bocado ele voltou, entregou-me o gelo e sentou-se a meu lado.
- Com que então pouco trabalho... - disse ele.
- Eu sou um bocadinho distraída, desculpa.
- Achas?! Não faz mal nenhum... Deixa lá ver como é que isso está - ele colocou-se de joelhos e retirou-me o gelo da mão - vai ficar aí com um belo galo.
- E belas dores de cabeça - agarrei outra vez no gelo e coloquei-o na cabeça, foi aí que dei falta dos meus pertences - David, a minha carteira e o telemóvel?
- Bela memória, sim senhora...
- Hã?
- Não te esqueces-te do meu nome.
- Foste a única pessoa com quem falei hoje... é fácil - ele riu-se e retirou do bolso as minhas coisas - obrigada - eu tentei colocar-me em pé, mas vi tudo à roda e acabei por cair em cima dele - Ai, desculpa! - tentei sair de cima dele, mas perdi as forças nos braços e mandei-me para a areia.
- Andas-te nos copitos, tu - brincou ele - anda, eu ajudo-te.
Ele estava à minha frente, eu sentei-me e dei-lhe as mão. Ele ajudou-me a manter-me em pé. Ao inicio via tudo à roda mas passado um bocado estava tudo normal.
- Pronto já só vejo um David - disse.
- Então vias mais que um? - ele largou-me e eu cambaleei um bocadinho e agarrei-me à cintura dele - não devia ter-te largado.
- Vais ter de largar...
- Agora és tu que me estás a agarrar.
- Tens razão.
- Mas eu agarro-te na mesma - e colocou as suas mãos na minha cintura.
Olhei-o nos olhos e fixamos o nosso olhar um no outro durante algum tempo.
- Marta?! - uma voz feminina  chamava-me. Olhei para onde a voz vinha, larguei o David, assim como ele me largou a mim.
- Liliana!! - era a minha grande amiga... somos quase como irmãs.
Comecei a caminha com alguma pressa até ela mas comecei a ver tudo à roda e acabei por me sentar na areia. Vi a Liliana aproximar-se.
- Que se passa, Marta? - perguntou ela.
- Ela levou com uma bola na cabeça e desmaiou. Ainda deve estar meia zonza - era o David.
- Ajudam-me a por em pé?
- Anda - a Liliana esticou as suas mãos e o David segurou-me pela cintura e os dois mantiveram-me em pé.
- Quando é que eu deixo de ver tudo à roda, David?
- Daqui a nada... não te podes por é a fazer a mini-maratona.
- O Sr. é que manda.
- Agora que já tens alguém que tome conta de ti, eu vou voltar para o meu posto.
- Obrigada por tudo.
Eu e a Liliana fomos até à minha toalha.
- Onde é que andas o resto do pessoal? - perguntei depois de nos sentarmos na toalha.
- Eles devem aparecer lá para a tardinha, ontem à noite andaram na brincadeira é o que dá!
- É o normal... então e tu como é que estás? Eu tinha muitas saudades tuas... - e dei-lhe um encontrãozinho.
- Há praticamente um ano que não nos víamos, miúda!
- Desde que foste a Lisboa...
- Ya... ainda bem que decidiste voltar cá abaixo.
- Já estava na altura... mas vá, conta lá as novidades.
- Esta tudo na mesma... vou fazer 4 anos com o Afonso, continuamos a viver juntos e estamos a pensar, MAS é só PENSAR, em ter um bebé.
- A sério?! - exclamei surpresa e com muita felicidade.
- Sim... estamos a pensar, mas ainda temos muito tempo... olha lá - desta vez deu-me ela um encontrãozinho - já te estás a meter com o nadador-salvador?
- Achas?! Eu não tenho sorte nenhuma com rapazes, comigo é relações super falhadas... além do mais um pão daqueles deve ter namorada.
- Marta, tens de perceber que as tuas relações são falhadas porque tu não te envolves com ninguém a serio, por isso tenta ali com o borrachão porque ele não tem namorada.
- Como é que sabes?
- O Afonso dá-se com ele... mas se queres alguma coisa é melhor despachares-te senão aquela ainda se faz ao pão - e ele apontou para o David. Ao pé dele estava a Beatriz, a rapariga que eu sempre odiei e que me estragava os planos todos.
- Ainda é viva?!
- E continua a mesma de sempre.
- Minha Santa Senhora do Céu.
Fiquei a observar aquele quadro e a situação era sempre a mesma - ela a tentar alguma coisa e o David a dar-lhe para trás.
Fiquei na praia até escurecer e encontrei os meus amigos.
Quando fui para casa fui tomar um duche e vesti uma roupa super prática.
Vesti o bikini uma vez que depois de jantar ia até à praia e nunca se sabe... sou bem capaz de me meter dentro de água.
Depois de me despachar fui fazer o jantar e quando estava pronto comi.
Depois de jantar arrumei a cozinha, peguei nas chaves de casa e saí de casa. Tranquei a porta e meti as chaves no bolso e caminhei até à praia.
Não tinha nada combinado com o pessoal e não me apetecia nada ir para sitios barulhentos.
Quando cheguei à praia esta estava deserta e linda com o reflexo da lua no mar.
Caminhei até ao areal e sentei-me à beira-mar.
Estava completamente envolvida em recordações e todas elas iam para aos meus pais... não me contive e comecei a chorar. Olhava o mar calmo, completamente distraída:
- É um crime uma rapariga estar sozinha por aqui... - ouvi uma voz masculina e assustei-me a valer.

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NOTA: consulta o separador "Personagens" para conheceres as novas.

segunda-feira, 19 de março de 2012

1º Capitulo: Marta Costa.

2 / 08 / 2011

Finalmente o tempo das férias tinha chegado tamos em pleno mês de Agosto e o trabalhinho tinha acabado... é altura de rumar á minha Albufeira. 
Desde que os meus pais morreram que não tinha ido lá, mas já estava mais que na altura de ir até à minha casa de férias. 
Cheguei ao sul do país eram 22:08h.
Assim que avri a porta foi impossivel não desatar a chorar ao ver todas as coisas que perteciam aos meus pais. 
Ainda fiquei algum tempo a ver tudo o que estava na sala entre fotografias e papeis que estavam no escritório. 
Ainda antes do dormir arrumei as minhas malas e ainda dei uma limpeza pela casa. Fui dormir eram 00:26h.

3 / 08 / 2011
Acordei e o meu quarto não podia estar mais iluminado do que estava.
O sol já brilhava lá fora. Olhei para o relógio e marcava 8:10h. Apesar de estar de férias ainda estava habituada ao horário do trabalho.
Levantei-me e fui até à casa de banho tomar um duche. 
Quando me despachei com o cabelo, fui até ao meu quarto e vesti-me:
Peguei no saco da praia e saí de casa.
Demorei sensivelmente 10 minutos a pé da minha casa até à praia... a minha praia da Oura.
Eu adoro praia, cada vez que cá estou ficava lá desde manhã até à noite. 
Costuma ser na praia que me encontro com os meus amigos nos primeiros dias que cá estou.
Estava a descer a rampa que dava acesso ao areal quando reparei que o nadador salvador era diferente do último ano que tinha estado cá, também já tinham passado 3 anos. 
Á medida que caminhava no areal perdia-me em memórias... estava completamente distraída que só dei conta de mim a ir contra um rapaz.
- Peço imensa desculpa - disse eu.
- Não faz mal - olhei para a pessoa e era o nadador salvador - tenha um bom dia - e foi para a casinha de arrumação. 
Era novo no sitio, devia ter mais ou menos a minha idade e era lindo de morrer.
Deixei o meu saco cair sobre a areia e retirei o vestido, coloquei-o dentro do saco e retirei de lá a minha toalha. Estendia e fui em direção ao mar.
Assim que entrei na água mergulhei logo e nadei logo durante largos minutos. Quando saí da água a praia já estava com mais gente, mas mesmo assim não era a afluência que tem a partir das 10:30h.
Cheguei à minha toalha e sentei-me virada para o mar. Fechei os olhos e ia começar a meditar quando sou interrompida.
- Desculpe? - abri os olhos e era o nadador salvador.
- Diga.
- Não pude deixar de reparar no seu à vontade no mar... não é a primeira vez que anda por aqui, pois não?
- Não, não... eu costumava vir para cá todos os anos e nasci cá... você é que também deve ser novo por cá não? Nunca o vi por cá.
- Sou novo como nadador salvador mas nasci e moro cá.
- Nunca o tinha visto por cá.
- David Morais - apresentou-se e esticou a mão.
- Marta Costa, muito gosto - apertei-lhe a mão.
- Bem vou deixa-la continuar a sua meditação. Passe bem.
- Obrigada. Espero que tenha pouco trabalho. 
- Eu também - ele foi para o seu posto e eu iniciei a minha meditação.
Abstraí-me de tudo durante muito tempo.
Despertei do meu estado zen quando a minha barriga começou a pedir comidinha. 
Peguei na minha carteira e no telemóvel e fui até ao café da praia. Pedi o meu habitual pequeno-almoço (um croissant misto e um sumo de laranja natural), paguei a comida e fui para a esplanada comer. 
Comi calmamente e quando terminei voltei para o areal. 
Ia a andar até à minha toalha quando ouço:
- Cuidado!! - olhei para onde vinha a voz, mas foi tarde de mais.